terça-feira, 4 de abril de 2017

Há uma primeira vez para tudo.

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  Devia estar à porta do MEO Arena. Devia, mas não estou. Daqui a umas horas, o Bruno Mars cantará músicas que marcaram fortemente a minha adolescência, e eu não estarei lá. Não estarei porque sou estúpida, porque estou em baixo, porque não consigo aguentar tudo o que se tem passado na minha vida. Acima de tudo, porque coloco a fasquia demasiado alta, mesmo tendo a noção de que não passo da porra de um fracasso.
  Ser cuidador de alguém com alzheimer é uma tarefa... Difícil. E não acho que seja recompensadora. Porque não vejo a minha avó recuperar a sua essência, simplesmente esquece-se de que a ajudo e grita coisas como "Deixas-me sempre sozinha!" ou "Nunca me ajudas!" mal viro costas durante cinco minutos. Por que raio é que eu e a minha mãe estamos a travar esta batalha sozinhas? Porquê!? Eu sei que a vida não é justa, mas se as coisas boas são sempre divididas por x pessoas, essas também se deviam aproximar nestes momentos terríveis. Não as y, aquelas que não querem tanto de bom, mas sim apoiar as outras no pior. Mas as x fogem logo, oh, fogem mesmo...!
  Já nem estou a escrever um texto coerente. Só escrevo porcaria. Não é que antes escrevesse posts melhores, mas vocês entendem aquilo que quero dizer.
  Os meus dias são passados a tomar conta da minha avó, a chorar na cama e, quando tenho força, a fazer reportagens, entrevistas... Falto a imensas aulas e sou uma merda.
  O que hei de fazer? Não sei... Pode ser que amanhã, o Dia do Jornalismo, me dê algumas respostas e alegria para continuar.