domingo, 26 de fevereiro de 2017

À B!

amazing, birthday, and cheers image

  A noite de ontem, apesar de ter sido curta, foi ótima. Tudo começou com a minha viagem de comboio e, para não chegar (mais) atrasada à festa, apanhei um táxi do Cais do Sodré para a casa da B, minha grande amiga e colega de turma. As minhas emoções explodiram quando estava a passar pelo Terreiro do Passo, Chiado e afins e ouvia-se alto Lisboa Menina e Moça. Amo a minha cidade, não tenho culpa. Após estes minutos de lágrimas ocultas (para o senhor taxista não achar que sou louca), fui ao Mini Preço (nada de publicidade por aqui, juro, ahah, o raio do supermercado nem sequer me patrocina) comprar sangria porque, como cabeça de vento que sou, esqueci-me completamente de que tinha de levar algo. Como não havia a sangria branca que constituía o meu item a comprar, optei por sangria tinta e vinho branco. Bom, acho que ninguém ficou desiludido.
  Quando cheguei ao jantar, já lá se encontravam três amigos da B. Só conhecia um, o R. Ao longo da noite, chegaram mais três pessoas e devo dizer que apesar de me ter sentido constrangida inicialmente, o sentimento mais presente foi: estamos aqui pela B. E por mais estranho que isto possa parecer, não me sentia... Não vos consigo explicar. Creio que como não saio, não vou a festas de aniversário nem nada do género, não me sentia... Minimamente fora da minha zona de conforto e feliz, há algum tempo.
  Só bebi uma garrafa de Strongbow, que basicamente é uma... Somersby mais forte, digamos assim. Nem devia ter bebido nada, porque tomo demasiados medicamentos, mas como o meu psiquiatra desconhece a existência do meu blogue e tinha de brindar à saúde e felicidade da B... Dias não são dias!
  Saí da festa cerca de duas horas e meia depois de ter chegado, pois não podia deixar a minha avó sozinha durante muito mais tempo. Mesmo assim, aquele espaço de tempo serviu para estar com uma das minhas melhores amigas, esquecer que os três exames que tive nas duas últimas semanas não me correram propriamente bem e, acima de tudo, para tentar pensar que sou uma rapariga de 19 anos igual a todas as outras.
  Mas não sou. Porque estava constantemente a olhar para o telemóvel e a B dizia: "Vê lá se tens de ir embora, Mia..." e eu afirmava: "Fico mais cinco minutos", "Só mais dez minutos" mas chegou a um ponto em que a responsabilidade de tomar conta da minha avó falou mais alto que a minha juventude e a diversão.
  Não faz mal, porque sei que ela precisa de mim tanto quanto eu já precisei dela. E não me arrependo de nada, farei sempre tudo o que estiver ao meu alcance para ouvi-la dizer: "Obrigada, Mia, és uma jóia de miúda!", porque, enquanto ela disser isso, sei que o meu esforço valerá a pena.